“O Diabetes Transformou A Conexão Com Meu Organismo Para Melhor”

Assim como algumas categorias etárias, a infância se diz a uma fase de existência sócio-histórica e culturalmente montada. Na configuração de tal fase etária, estão presentes discursos, símbolos, significados e práticas que se constroem pela ação cotidiana dos mais diferentes agentes sociais, como a família, a instituição de ensino, o Estado e, inclusive, a mídia. Fenômenos sociais contemporâneos, enfatizando o caso brasileiro, evidenciam-nos como as fronteiras entre ser garota e ser adulto têm se tornado ambíguas.

Um dos fatores que diferenciam a infância da idade adulta é a compreensão (ARIÈS, 1981; POSTMAN, 1999). Segundo Postman (1999), se as criancinhas tivessem o mesmo grau, ou maior, de conhecimento que os adultos, esses perderiam a autoridade. Nesse caso, analisa Postman (1999), o acesso cada vez maior à dica e ao entendimento por divisão das moças reduziria a distância destas em conexão ao “mundo” adulto. Embora as criancinhas formem um segmento fortemente atingido por ações mercadológicas, somente recentemente o interesse em pesquisar o jeito do comprador infantil chegou à academia, especialmente à de marketing.

Na próxima seção, apresentamos uma breve revisão da hipótese a respeito de as garotas e o consumo. A acompanhar, delineamos os aspectos principais da procura empírica consumada, pra, deste jeito, apresentarmos os resultados e a conversa dos achados de campo. Concluímos o artigo com várias reflexões sobre isso os possíveis efeitos da intercomunicação a respeito as representações contemporâneas de infância, mais especificamente de uma infância do gênero feminino.

Essa indiferenciação dos trajes era apenas um reflexo da ausência de seriedade das meninas naquele momento histórico. Ariès (1981, p. 50) reitera que “até por volta do século XII, a arte medieval desconhecia a infância ou não tentava representá-la”. Analisando esculturas e pinturas, o autor cita que as moças eram representadas somente com uma estatura diferenciado dos adultos, apresentando roupas ou musculatura iguais às de adultos.

No Brasil, ao longo da colônia e o império, a circunstância não era muito diferenciado. Ao longo da infância, a criancinha tinha dois caminhos básicos: quem tinha condições financeiras estudava neste local ou no exterior, e quem não tinha trabalhava. A descoberta da infância, segundo Postman (1999), aconteceu com a popularização dos livros; de imediato para Ariès (1981), com a expansão das escolas, ambos os eventos ocorridos entre os séculos XVI e XVII. Porém, os 2 autores concordam que a compreensão e a separação entre os que sabiam e os que não sabiam eram responsáveis na construção tal da infância quanto da idade adulta.

Nas escolas, as garotas foram divididas em séries com diferentes uniformes, diferentes níveis de discernimento e adquiriram também uma linguagem própria. Mas não só as escolas e os livros alteraram a consciência de infância. A melhoria do conceito de criancinha, deste modo, seguiu uma ordem em que, primeiro, rua-se a menina como um adulto em miniatura (POSTMAN, 1999); depois, inventando-a como um ser basicamente diferenciado do adulto.

  • Em 10/01/2012 às 12:Quatrorze | Responder marcia janete
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As representações de infância na sociedade contemporânea são imensas e também se diferenciam a começar por categorias como espaço e categoria social. Um dos assuntos que chamam atenção, todavia, é que pra fins comerciais o que prevalece é certa ambiguidade pela visão sobre isso as moças. Por um lado, são vistas como desprotegidas e inofensivos; sujeitas, desse jeito, às influências da propaganda.

Então, se partirmos dos pressupostos de que as garotas têm o direito de fazer cota da sociedade de consumo e têm acesso à dado, elas bem como passam a ter direito, de acordo com a tese de Postman (1999), de ser adultos. Nas pesquisas sobre o posicionamento do comprador, Cook (2008) reitera que as meninas não têm – ou têm pouco – espaço nas teorias construídas; essas teorias têm como tema, principalmente, o público adulto. Segundo John (1999), desde meados da década de 1970, pesquisadores imediatamente exploravam o conhecimento das crianças a respeito marcas, produtos, preço, influência na decisão de compra e negociação, entre outros.

Porém, para essa autora, um dos tópicos que geraram interesse para o estudo da sociabilização do consumo foi perceber a compreensão das criancinhas perante as propagandas. Já pra Preston (2004, p. 365), a propaganda tem uma conexão menos perversa com esse público, pois “o papel macro da propaganda é educar a próxima criação a respeito do consumo”.

Isso é o que o autor chama de sociabilização da economia e que John (1999) estuda como sociabilização pro consumo. Duas opiniões são sérias a respeito de desses estágios. Primeiro, antes dos oito anos (ainda no estágio perceptual), as moças já foram atingidas por numerosas mensagens mercadológicas, não apenas da propaganda, no entanto bem como dentro de lojas, supermercados, shoppings etc., que geralmente acompanham desde cedo seus pais nas compras.